João Antonio de Moraes - livro


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Área: Filosofia

Autor: João Antonio Moraes

ISBN: 978-85-7078-371-4

Idioma: Português

Edição: 1ª Edição

Ano: 2014


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O autor argumenta que as novas possibilidades de ação emergentes da interação entre indivíduos e aparelhos digitais dão margem a novos problemas de cunho ético, dentre os quais se destaca a temática da privacidade. Questões intrigantes para a reflexão na perspectiva da Filosofia da Informação são apresentadas, tais como: em que medida a inserção de tecnologias informacionais na sociedade afeta a privacidade dos indivíduos? Há espaço para a privacidade na era da informação? a concepção tradicional de privacidade está se alterando por meio da interação entre usuários das redes sociais? 


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artigos


Uma análise filosófica sobre o problema da privacidade informacional e suas implicações legais

*em colaboração com

Leonardo Ferreira Almada


Com o avanço exponencial das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC), a dinâmica da vida cotidiana dos indivíduos tem se alterado. Dentre os artefatos que constituem as TIC, destacam-se aqueles vinculados à internet (notebook, smartphone, tablet, smartv, entre outros). A partir da disseminação de dispositivos com conexão online no tecido social, temas já tidos, em princípio, como compreendidos, tais como amizade, confiança, identidade, privacidade, dentre outros, são colocados em xeque. Neste artigo, analisaremos o tópico da privacidade, o qual tem se destacado no cenário de discussão mundial nos últimos anos. Para tanto, levantaremos as seguintes questões: em que medida a inserção de TIC na sociedade afeta a privacidade dos indivíduos? Como conceber a privacidade e os aspectos legais relacionados a ela em virtude dos impactos das TIC no cotidiano dos indivíduos? Em face dessas questões, nos alicerçaremos principalmente nas teses de Tavani (2007), Moor (1990, 1997) e Tavani e Moor (2001). Estes autores defendem a chamada teoria da privacidade acesso restrito/controle limitado (RALC), a partir da qual propomos discutir a capacidade de incorporar e suprir algumas limitações de quatro abordagens filosóficas e legais da privacidade, quais sejam: i) teoria não invasão (ou não intromissão); ii) teoria isolamento (ou solidão); iii) teoria limitação; e iv) teoria controle. Argumentaremos que, no contexto a ser aqui apresentado, a teoria acesso restrito/controle limitado parece ser a mais adequada para servir de base para o desenvolvimento de uma política da privacidade informacional. Com isso, buscamos contribuir para a reflexão filosóficointerdisciplinar acerca do conceito de privacidade e de suas implicações legais no cenário vigente da “Sociedade da Informação”


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Is There a Philosophy of Information?


*em colaboração

com Fred Adams


In 2002, Luciano Floridi published a paper called What is the Philosophy of Information?, where he argues for a new paradigm in philosophical research. To what extent should his proposal be accepted? Is the Philosophy of Information actually a new paradigm, in the Kuhninan sense, in Philosophy? Or is it only a new branch of Epistemology? In our discussion we will argue in defense of Floridi’s proposal. We believe that Philosophy of Information has the types of features had by other areas already acknowledge as authentic in Philosophy. By way of an analogical argument we will argue that since Philosophy of Information has its own topics, method and problems it would be counter-intuitive not to accept it as a new philosophical area. To strengthen our position we present and discuss main topics of Philosophy of Information.


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Um estudo da ação significativa no viés informacional


* em colaboração com 

Paulo Henrique A. Oliveira Pereira



Neste trabalho, discutimos o papel do conceito de informação signicativa no contexto da ação dos seres vivos. Argumentaremos que a proposta da causalidade mecânica não é capaz de explicar a complexidade das ações significativas dos organismos. Isto porque, em termos físicos, o melhor que se pode fazer é descrever a trajetória e troca de forças presente nos movimentos, mas não o significado das ações. Uma vez que as abordagens mecânicas da ação não englobam o aspecto significativo das ações, discutimos duas perspectivas informacionais que lidam com a relação informação/ação/significado, quais sejam: (i) a informacional-representacionista e (ii) a ecológico informacional. Por fim, discutimos as contribuições e limites de tais perspectivas para o estudo relação entre informação significativa e ação.


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A virada informacional na Filosofia: alguma novidade no estudo da mente?

* em colaboração

com Mariana Broens e

Maria Eunice Q. Gonzalez


Analisamos o conceito de informação a partir da hipótese de Adams em The informational turn in Philosophy, segundo a qual ocorreu na década de 1950 “uma virada de grande abrangência na Filosofia” com a publicação do artigo de Turing “Computing Machinery and Intelligence”. Adams sustenta que novos rumos estariam sendo delineados na pesquisa filosófica tendo como base o conceito de informação no tratamento de questões clássicas, tais como o problema da relação mente-corpo, percepção-ação, a natureza do conhecimento, dentre outros. Concordando parcialmente com Adams, julgamos, entretanto, que sua hipótese enfrenta dificuldades, sendo a mais fundamental delas concernente aos diversos significados atribuídos ao termo “informação”.  Argumentamos que ainda que o conceito de informação subjacente à proposta mecanicista de Turing, segundo a qual “pensar é computar”, esteja sendo empregado na Filosofia, isso ocorre não por seu teor mecanicista, mas, principalmente, pelo pressuposto representacionista vigente nessa área. Nesse sentido, a virada informacional na Filosofia não seria inovadora, uma vez que desde os seus primórdios a reflexão filosófica sobre a natureza da mente se apoia no pressuposto representacionista. A novidade residiria não especificamente na proposta de Turing, mas nas reflexões sobre a natureza da informação, especialmente da informação ecológica, e de sua relação com a ação.


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Dretske e o problema dos qualia

* em colaboração com 

Maria Eunice Q. Gonzalez


Este artigo tem por objetivo apresentar e discutir a sugestão de Fred Dretske (1995) para analisar o problema dos qualia. Tal problema, caro à Filosofia da Mente, ficou conhecido pela discussão desenvolvida por Thomas Nagel em seu clássico artigo What is it like to be a bat. Nesse artigo, Nagel (1974) postulou a impossibilidade de se conhecer, em perspectiva de terceira-pessoa, os aspectos da experiência humana. Ele considera que, mesmo após as descrições objetivas da experiência de um sujeito, escapariam ainda aspectos qualitativos, fundamentais para se caracterizar os qualia. A partir de sua Tese Representacionista da mente, Dretske argumenta que seria possível dissolver esse problema se admitirmos que a mente é a face representacional do cérebro, a natureza dos qualia seria, assim, representacional. Nesse contexto, os fatos mentais relacionados às experiências seriam fatos representacionais: se conhecermos a natureza desses fatos representacionais conheceremos também a experiência do sistema que a representa. Diante de tal entendimento, discutimos em que medida a proposta dretskeana constitui (ou não) uma alternativa ao problema dos qualia.Este artigo tem por objetivo apresentar e discutir a sugestão de Fred Dretske (1995) para analisar o problema dos qualia. Tal problema, caro à Filosofia da Mente, ficou conhecido pela discussão desenvolvida por Thomas Nagel em seu clássico artigo What is it like to be a bat. Nesse artigo, Nagel (1974) postulou a impossibilidade de se conhecer, em perspectiva de terceira-pessoa, os aspectos da experiência humana. Ele considera que, mesmo após as descrições objetivas da experiência de um sujeito, escapariam ainda aspectos qualitativos, fundamentais para se caracterizar os qualia. A partir de sua Tese Representacionista da mente, Dretske argumenta que seria possível dissolver esse problema se admitirmos que a mente é a face representacional do cérebro, a natureza dos qualia seria, assim, representacional. Nesse contexto, os fatos mentais relacionados às experiências seriam fatos representacionais: se conhecermos a natureza desses fatos representacionais conheceremos também a experiência do sistema que a representa. Diante de tal entendimento, discutimos em que medida a proposta dretskeana constitui (ou não) uma alternativa ao problema dos qualia.


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