Suely Mara Ribeiro Figueiredo


A teoria da informação de Deacon

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E o motivo pelo qual optamos por trazer mais rigor ao conceito de informação nesse momento é por que, além de permitir uma articulação total do que já foi apresentado sobre linguagem, interpretação e entidades entencionais, facilitará o entendimento a respeito da origem, da natureza e da evolução do fenômeno mental assim como Deacon o compreende.

Voltemos à informação. Deacon reconhece que, embora todo alteração física na história do universo possa ser reconhecida como informação, ele não está interessado nesse ponto de partida. A informação que modifica o ambiente por ação das forças da natureza não enfoca a ‘diferença que faz diferença’ que ele pretende analisar. Sem a interpretação, alterações físicas são apenas isso. E, se abraçarmos as teorias que consideram massa e energia fenômenos informacionais, entraremos num campo ontológico/metafísico alternativo e teremos que rever as distinções entre esses elementos e, talvez, até eliminá-las, o que foge totalmente do escopo da pesquisa.

Deacon prefere deixar essa tarefa para outros cientistas e filósofos. A análise que nos propõe distingue informação referencial, cuja dinâmica inclui um processo interpretativo, da informação processada nas relações de causa e efeito. Embora ambas nasçam da realização de um trabalho, no primeiro exemplo, o trabalho é realizado pela diferença de potencial informacional enquanto, no segundo, pela diferença de potencial energético. O foco desta análise é o primeiro caso, pois é ele que fundamenta toda a semiose e, com ela, a interpretação, a intenção, a linguagem e a consciência.


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Por um modelo científico de linguagem a partir de uma metafísica e ontologia da informação


Pretende-se construir um modelo científico de linguagem natural admitindo-se  que a linguagem é um fenômeno co-emergente à mente reflexiva e a um tipo de organização social que passa, racional e deliberadamente, a agir por interesses não dos indivíduos, mas da recém instituída sociedade. 

A constituição da linguagem, queremos demonstrar, será o diferencial que permitirá, ao mesmo tempo que em se auto-estrutura, a emergência de novas formas de realidade: a mente reflexiva e a sociedade da divisão do trabalho.

A peculiaridade desta hipótese não está nos componentes propiciadores dessa co-emersão, pois todos já estão presentes no mundo pré-linguístico. Já há famílias, como até hoje vivem macacos ou leões, já há os desafios ambientais de cuja superação depende manter-se vivo, e também já existe uma comunicação, uma troca de informações, rudimentar. 

O diferencial desta perspectiva é ponto de partida metafísico e ontológico de que tudo no universo é composto de informação e foi gerado a partir da informação. Esta perspectiva, que será justificada e admitida nesta pesquisa, está assentada sobre dois postulados, teórica e experimentalmente justificáveis para a ciência, que são.

1) Tudo é informação

2) Toda informação quer processar-se mais e cada vez mais rápido

Este referencial é crucial por alterar profundamente a compreensão da teleologia dos processos evolutivos, inclusos vida, mente e sociedade humanas, pois os submete à propriedade de seu elemento fundante: a informação, que, acabamos de considerar, tem em si a dinâmica de processar-se mais e cada vez mais rápido.


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O modelo emergente e coevolutivo de linguagem de Terrence Deacon e suas implicações para a filosofia contemporânea da linguagem



Expõe a abordagem coevolutiva, teleodinâmica e hierárquica de Terrence Deacon sobre a linguagem a partir da taxonomia peirciana de signos ícones, índices e símbolos, que, no caso, ganham outro estatuto ontológico. Apresenta também a posição deconiana, compartilhada por alguns, de que a linguagem verbal, o pensamento racional e a articulação social pela cultura assumiram suas características específicas a partir da mesma origem evolutiva: a aquisição da capacidade simbólica. Aponta possibilidades de ganhos filosóficos no aprofundamento de pesquisas que explorem as relações das teorias de Deacon com conceitos em pauta na filosofia da linguagem, tais como gramática universal, sentido, referência, verdade e convenção linguística.


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A crítica de Terrence Deacon ao emergentismo moderno e sua teoria das dinâmicas emergentes


Apresenta as críticas do antropólogo e cientista cognitivo Terrence Deacon ao emergentismo dos séculos 19 e 20 e sua proposta de uma teoria das dinâmicas emergentes que pretende encarar, o que seus antecessores não fizeram, as questões teleológicas sem lhes atribuir vínculos metafísicos ou cósmicos, e cujo cerne é demonstrar como tendências tais como homogeneização ou gradientes de energia, quando analisadas enquanto processo, revelam uma capacidade de realizar trabalho, num sentido amplificado mas não paradoxal da grandeza física, tanto nos sistemas mais básicos da termodinâmica, gerando homeodinâmica, quanto nos auto-organizados e de alta complexidade, gerando morfodinâmica, como também nos sistemas de origem da vida e da mente, gerando teleodinâmica, uma dinâmica de geração de ordem, de autopercepção, de duplicação, de autorreparação e de uma alta capacidade de impor limitações por meios virtuais e interpretativos.


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